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YUNTAKU TIAMPURU


ODISSÉIA

 

Fui fazer o visto americano em S.Paulo.

Programei com bastante antecedência, preenchi os papéis online, paguei as taxas, inclusive dos meus pais que tem mais de 66 anos e não precisam comparecer no consulado.

Falei pro maridão, vamos tirar as fotos e pedi as fotos de meus pais.

Minha prima tinha falado, tem que imprimir a ficha de confirmação.

Eu recebi por email a ficha de confirmação e imprimi, falei pro meu marido, imprime o teu.

 

Não sei porque cargas d’água, o questionário que respondemos online e que depois de muitos “no”  ao final vem a mensagem  “print”,  eu imprimi, de todos.

 

Meu marido deixou que eu cuidasse de tudo, também, porque tinha os vistos de meus pais.

Fomos a São Paulo na noite anterior e ficamos num hotel próximo ao consulado. Até pensei em percorrer o trajeto a pé porque é mais perto que o meu percurso ao trabalho.

De manhã cedo, São Paulo acordou com um dia de muita chuva. Eu havia trazido um pequeno guarda-chuva, daqueles que cabem na bolsa.  Olhamos pra aquele aguaceiro, pensamos, melhor ir de táxi até o consulado. O taxista foi dizendo, é a quinta corrida que faço até o consulado. Perguntei – tem muita fila?  - não quero desanimar mas a fila tá grande.  A nossa entrevista estava marcada para as 9h30. Chegamos com uns 40 minutos de antecedência. Estávamos com uma mochila que guardamos num guarda-volumes em frente ao consulado porque lá não podemos entrar com celulares e metais (canivetes e facas)  ao preço de R$ 10/dia. Como a fila estava enorme e estava com um guarda-chuvinha que guarda só garoa e sereno, resolvemos comprar um daqueles grandes (R$ 20) pra agüentar o dia que parecia prometer muito sofrimento.  Mas ainda estávamos animados e conversando com as pessoas próximas da fila, todos de fora de São Paulo, aproveitando um dia entre um domingo e um feriado. Alguns tinham marcado há muito tempo, como eu.

Quem era da entrevista de 9h ia passando pra frente conforme instruções da moças ajudantes.  Num dado momento, já era quase 9h30, uma delas foi conferir os meus papéis, e ela perguntou e as fotos?  Daí percebi que não havia trazido as benditas fotos que tantas vezes falei para o marido ir tirar... Não trouxe. Imagine a cara do meu marido, nessa hora. Mas a moça disse – lá dentro tem gente que tira fotos, não se preocupe – ah que alívio.  Mas, e as fotos de meus pais? Na verdade estão no meu email. É só procurar alguém que imprima fotos da internet. E, como meus pais não precisam comparecer, noutra hora, compareço e entrego os documentos.

Mais, uns dez minutos, outra moça ajudante verificou toda a papelada – Cadê a ficha de confirmação?   - não são estas que eu trouxe?  - não, não são. Esta não vale.  Você tem que ter a ficha de confirmação. Aí na frente do consulado eles imprimem.  Vá correndo que dá tempo. – e a fila?  - começa tudo de novo.

Fomos correndo na loja da frente e a moça que me atendeu já sabia.  Muitos cometem o mesmo erro. Pegou cada um daqueles papéis que eu havia trazido, acessou o site americano, perguntou a senha e foi imprimindo  (R$ 10/cada documento). Também tiramos as nossas fotos e pedi que imprimissem as fotos de meus pais que estavam no meu email (R$ 15/pessoa), total da conta: R$ 100.  Melhor pagar que voltar noutro dia.

 

Voltamos pra fila, informando que o nosso horário limite era 10h40 e falamos novamente com a mesma moça (perdemos quase uma hora). Agora toda a documentação estava correta. Graças a Deus. E, finalmente, entramos no Consulado. Já passavam das 11hs.

Lá fora, você pensa que a entrevista vai ser daqui a pouco. Quando vejo, constato que  deve ter umas 500 pessoas. Não esqueça que continua chovendo torrencialmente. Então, há muitas pessoas no lado coberto mas, também há uma fila de pessoas de guarda chuva. Olhando pra aquilo, penso que é a visão do inferno. Algumas pessoas idosas também. Mas, idoso precisa fazer a entrevista?  Uma delas disse que não tinha quem viesse trazer os documentos e sobrava tempo. Tinha vários idosos. Pensei, ainda bem que meus pais não vieram lá do interior, só pra fazer essa bendita entrevista, porque correm o risco de pegar um resfriado pesado. São várias filas quilométricas, a primeira, a da senha, peguei quando já era meio dia. E, esses funcionários do consulado, provavelmente almoçam. As coisas ficaram muito lentas, para a próxima fila, a da pré-entrevista (checagem inicial da papelada que fica amarrada com elástico) e nova fila, a das impressões digitais, com alguém que fala português americanizado.  Para a última fila, a da entrevista, a moça me perguntou se eu era preferencial. Devia ter dito que era porque naquele horário (de almoço) haviam somente três entrevistadores. A fila fazia voltas e mais voltas e mais voltas, meu marido dizia devia ter mais de 200 pessoas. Faça as contas, se demora 10 minutos/pessoa, por hora cada entrevistador  faz para 6 pessoas e se são três entrevistadores, 18 pessoas. Que horas sairemos dali? 

Ali entendemos porque não podemos entrar com câmeras e celulares. Pra ninguém mostrar as fotos nas redes sociais e nem para o presidente dos EUA. E nem facas e objetos metálicos perigosos porque pode dar vontade de cometer algum crime ali. E temos que ficar ali mansos como cordeiros porque pode ser que isso seja um motivo de sair dali derrotado.

Aos poucos foi aumentando o número de entrevistadores, algumas entrevistas são de família inteira de até cinco pessoas.

Fomos atendidos as 14h10m, entrevista de menos de 5 minutos. O entrevistador (brasileiro) perguntou o motivo da viagem e a nossa profissão. - É só isso? – É. – não tenho que pagar a taxa do sedex pra entregar os passaportes em casa?  - Não. Fim.

Estava muito cansada e não havíamos comido nada desde o café da manhã do hotel (Ibis, muito ruim a R$ 16/pessoa).

Eu havia programado sair cedo do consulado, o dia seria ensolarado, e iríamos almoçar num restaurante oriental na Liberdade. Talvez iria passear por S. Paulo porque as passagens de volta estavam marcadas para as 19hs. O trânsito estaria bom porque é feriadão. 

Quando saímos dali, fomos ao aeroporto. Comemos um lanche. Fomos até a Companhia Aérea que antecipou as passagens. Chegamos em Curitiba, num dia de sol lindo. Geralmente é o contrário. Ainda bem que deixamos o carro num estacionamento do aeroporto. Se tivesse pedido pro filho levar, ele não poderia ir buscar naquela hora.


 

Documentos que o consulado quer:

- passaporte válido

- uma foto 5 x 7 de frente, sem óculos e com as orelhas aparecendo

- a FICHA DE CONFIRMAÇÃO  ( o outro documento que imprimi é parecido)

- comprovante da taxa de visto que paga no CITIBANK, 160 dólares, atualmente.

 

Na fila, tinha gente com foto de óculos, foto meio de lado que eles estavam recusando.

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Nozomi Yuntaku a conversadora às 10h16
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MICOS

 

Depois de um longo tempo, quando tive problemas sérios de coluna e não queria nem sentar no computador, estou melhor.

Moderadamente, escrevo.

Numa roda de amigos, de histórias de pagar mico, uma delas contou que há muito tempo, no tempo que andava de ônibus, era jovem, bela e formosa, estava de óculos escuros, achando que estava abafando. Porém, percebeu que as pessoas olhavam e olhavam.  Quando chegou ao trabalho, a colega disse espantada - menina, você andou assim o tempo todo?   Primeiro ela olhou para o zíper da calça, depois respondeu - assim como?   - Veja os óculos escuros!!!    Estava faltando uma das lentes....

Outra história de outra amiga, num happy hour com os amigos, ela que estava de vestidinho meio solto, foi ao banheiro, daqueles tipo bar no centro da cidade, bem apertado, em que mal você consegue se virar no vaso sanitário.  Saindo daquele sufoco, ainda terminando de ajeitar os cabelos porque havia uma fila por lá, nem percebeu que as pessoas olhavam e olhavam.  Estava andando por todo o salão até a mesa dos amigos quando uma das garçonetes falou discretamente -arruma o teu vestido que ta preso na calcinha.  Se ainda estivesse com uma calcinha novinha e pequenininha. Mas,  naquele dia resolveu usar uma daquelas calçonas pra encolher a barriga e tudo o mais. Depois de muito tempo, se ela aparece naquele bar, o garçom pode dizer – é a moça com o vestido preso na calcinha.

 

Ouvindo toda a conversa fiquei pensando em quantos micos eu já paguei nesta minha quilometragem rodada.... é uma lista enorme.

O último que lembro, não é bem um mico mas, é desastroso.  Fui fazer as unhas no shopping,  num local que devia ter mais de 50 pessoas fazendo unhas (exagero!) isto é, você não é ninguém lá dentro e ninguém repara, graças a Deus! Sentei-me e já sabia que ia fazer com uma tal de Paula. Enquanto isso, na TV (sem som mas com legenda) passava um episódio do programa Undercover Boss (Chefe Espião). Quando a manicure começou a fazer as minhas unhas eu continuava assistindo discretamente porém, também conversando com ela, sobre amenidades como por exemplo, a dificuldade de saber como está o tempo lá fora enquanto ela está ali há mais de cinco horas... No final do programa, com lances sentimentais, quando o Chefe Espião tinha se tornado amigo do funcionário (sem o funcionário saber que era o dono) e inconfidências de que estava longe da família e queria muito poder conversar mais com eles, o dono absorveu as informações e tomou medidas para melhorar a vida do amigo funcionário... Como eu choro até em comercial de geladeira, as lágrimas começaram a correr por baixo dos óculos e num dado momento, a Paula (manicure) que todo o tempo estava olhando pras minhas unhas (ainda bem), olhou pro meu rosto pra perguntar alguma coisa. Quando ela viu aquele monte de lágrimas, parou e baixou pra continuar o seu trabalho.  Dali a uns segundos, com a voz bem mais baixa para sinalizar alguma intimidade, perguntou:  você é casada?

Pensei em desfazer todo o mal entendido mas deixa pra lá... eu sou chorona mesmo.

 

 

Programa Undercover Boss

http://gnt.globo.com/ochefeespiao/episodios/_723597.shtml

 

 

 

 



Escrito por Nozomi Yuntaku a conversadora às 10h14
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